O
mestre dos sonhos
Havia um mundo dos
quadrinhos esquecido pelo público geral que a indústria não queria abrir mão.
Solução: Reformular!
Tentaram algumas vezes com
os editores convencionais, mas não vingou.
- Vamos chamar outro cara –
disseram os editores. Quem?
Neil
Gaiman!
Quem é Neil Gaiman?
Ele é só um grande amigo de
Alan Moore (criador do Whatchmen, Orquídea Negra, V de vingança)...
Chama o cara!
Chamaram! E nessa de chamar
disseram:
- Você só não pode mexer com
o nome, no restante, pode mudar tudo!
E foi o que Gaiman fez!
Mudou tudo! (menos o nome).
Havia um herói desconhecido,
chamado Sandman. Ele era um detetive que usava (de vez em quando) uma máscara
contra gás, estranha, e tinha uma pistola de areia que fazia as pessoas
dormirem.
Pois é... Esse herói foi
baseado no folclore americano do “homem-de-areia” (o senhor dos sonhos), que
fazem as pessoas capotar!
Obviamente, depois de tantos
heróis fodásticos, que são super fortes – como o Superman- ou que fazem coisas
fantásticas como o Batman, um cara que faz as pessoas dormirem não foi assim
muuuito empolgante! (deu sono nos leitores! Rs).
Quando finalmente Gaiman
assumiu o personagem, um novo ser surgiu!
Aliás,
um não! Sete!
Pra começar, Sandman de Neil
Gaiman não é e nunca foi um herói! Ele faz parte da família dos Perpétuos.
Vamos explicar o conceito
que Gaiman criou:
Desde a origem do mundo,
desde sempre e/ou antes que tudo existisse, havia os perpétuos. Eles são os 7 irmãos que dão
significado há tudo que existe ou venha à existir.
São eles:
-
Destiny (Destino);
-
Death (Morte);
-Dream
(Sonho);
(Observe
que cada um dos Perpétuos começam com a letra “D” em inglês – um adendo
peculiar de Gaiman).
Todos fazem parte da vida.
Alguns com mais intensidade do que outros.
Então Gaiman começa a contar
que um mago tentou aprisionar a morte através de magia. Ao invés disso, acabou
capturando Sandman – O mestre dos Sonhos.
O Mago não tinha menor ideia
de quem capturou (isso porque Morpheus não abriu a boca enquanto estava
capturado), e tentou de todas as formas arrancar uma informação de quem era
aquele ser e de onde ele vinha.
O tempo passou, o jovem mago
envelheceu, sem resposta até morrer.
Por um descuido de seus
discípulos, Morpheu conseguiu sair da cúpula que o prendia, e assim pode começar
sua recuperação e vingança.
Sandman envolve toda
mitologia conhecida.
Em suas histórias vemos
Sheakespere, Da Vinte, Morpheu, Sentauros, e por aí vai...
Não
há barreiras!
O que falei até aqui é mera
introdução do que essa obra significa!
Sandman é muito mais do que
eu mesmo possa explicar!
É uma quebra de paradigmas,
um início a novos conceitos, uma percepção da vida (e da morte), UM JEITO DE
SONHAR!
Não acredito que o próprio
Gaiman tinha noção da proporção que essa obra iria ganhar! Assim como os
Beatles, Maomé ou Jesus!
(Metallica fez uma música com
os conceitos dessa obra!)
Talves pela complexidade da
obra, isso ainda não tenha virado filme, mas não acredito que não seja feito
nos próximos 5 anos!
O material é bom, o conceito
esplêndido, o roteiro – sem palavras!
Alguns coadjuvantes da série
ganharam revista própria!
A Morte ganhou 3 mini-séries
só dela (e bem merecidas!).
Destino teve uma só dele!
Lúcifer além de ter uma Hq
com seu nome virou uma mini-séria da Netflix!
( baseado também em Sandam!).
( baseado também em Sandam!).
Há muito ainda por falar de Sandman. Vai ficar para a parte dois.
Espero que vocês tenham gostado até aqui!
Perguntas e comentários são bem-vindos!
Até a 2º parte!
Autor: Herbert Adomeit











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