A
Onda!
Se você é um desses jovens, que acha que nunca cometeria
os erros do passado, você precisa assistir “A Onda”!
Dennis Gansel (diretor) acertou em cheio ao dizer aos
nossos jovens:
- Não houve nada que não possa ser repetido.
Tudo está ligado à sua ideologia.
O que você acredita com quem você anda. Porque faz o que
faz, tudo o que espera é o motor, a ignição para “A Onda”.
Além do filme, propriamente dito, temos a questão
direção:
O filme é feio por um diretor alemão na Alemanha!
Afirmando que o que já fora feito pode se repetir!
A autocrítica é evidente (e louvável). Além da percepção
de que essa “onda” não é algo restrito a um grupo/país/povo. Cabe para todas as
nações.
O filme é um “tapa na cara” para todos os conceitos e
pré-conceitos definidos de ideologia!
Não é sobre nazismo (apenas), é sobre etnias. Conceitos
de supremacia.
Todo e qualquer nação que se acha superior aos demais
cabem em “A Onda”!
Mostra que qualquer classe, qualquer grupo, ao se
definir, se identificar, pode – e involuntariamente faz – distinção de pessoas!
Nós e eles!
É preciso lembrar (como este filme faz), que as ações
sempre têm boas motivações por detrás! E que essa mesma motivação, ainda que
boa, pode não trazer o resultado primordial.
O filme é esplêndido!
Sua temática – fenomenal!
Admiro a ousadia de quem o fez!
Quisera houvesse mais filmes autocríticos assim...
Uma reflexão sobre nossos dias, sobre nossas motivações,
sobre os desdobramentos delas e sobre o que acreditamos.
A Onda é um dos meus melhores filmes de todos os tempos!
(tenho
uma categoria: Os 50 filmes de Todos os Tempos!)
Postaremos
sobre isso em breve...
(e
pra aqueles que acham que 50 são muitos, ou não viveram o bastante e/ou não assistiram
filmes o suficientes!)
Este filme é bom pra aqueles que dizem: - Tomara que
volte a Ditadura! Sem nunca terem vivido um dia nela!
Ou ainda, aqueles que falam: - Isso é coisa de preto!
Racismo existe no Brasil! Neonazismo também! Como outros
idiotas... Existem muitos!
Geekmente e os demais nerds são contra todos os
preconceitos existentes!
(Assim
espero...)
Sejam eles raciais, ideológicos, sexuais, religiosos ou
geográficos.
Assista! Perceba que este mal não está longe de nós!
Autor: Herbert Adomeit




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